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Mirando 2022 #VoteLGBT lança censo sobre participação de LGBT+ na política

Com apoio de organizações internacionais, o coletivo abre chamado para a coleta de dados sobre o papel das pessoas LGBT+ nos partidos políticos.

A partir do dia 4/8 (quarta), o coletivo #VoteLGBT lança a pesquisa “Censo +LGBT na Política”, que se propõe a coletar dados quantitativos sobre a participação de pessoas LGBT+ na política, em todos os partidos do Brasil. No questionário constam campos como informações básicas do partido; composição geral do partido; atitudes internas sobre pessoas LGBT+; mecanismos partidários; acesso às estruturas de poder e tomada de decisão; seleção de candidatos e acesso aos recursos do partido.

Para além da pesquisa, também serão realizadas entrevistas com parlamentares eleitos LGBT+, líderes e ativistas em partidos. Aqui, a ideia é coletar informações sobre o ciclo político de pessoas LGBT+ nos partidos e entender quais são as barreiras específicas enfrentadas e como superá-las.

Ao final do projeto, a ideia é elaborar um banco de dados aberto com informações quantitativas sobre pessoas LGBT+ e partidos políticos, incluindo distribuição geográfica, idade, sexo, filiação partidária, número de votos de candidatos, alocação de recursos, entre outros. O projeto é subsidiado pelas organizações National Democratic Institute e Victory Institute, que contemplaram a iniciativa do #VoteLGBT, que concorreu com outros projetos do mundo todo.

O formulário já está disponível no link: bit.ly/maislgbt 

SOBRE O PROJETO

Como principal objetivo, o #VoteLGBT busca entender o cenário atual para as pessoas LGBT+ na política institucional, especialmente nos partidos políticos no Brasil. As Eleições Municipais de 2020 viram um número recorde de candidaturas de membros da comunidade LGBT+. 

Avaliações não oficiais feitas por diferentes parceiros e consolidadas em no site votelgbt.org/eleicoes apontam para mais de 500 candidatos LGBT+ declarados nas eleições locais de 2020. No entanto, experiências anteriores e atuais mostram que a maioria das candidaturas não conseguiu ser competitiva devido à falta de apoio e a condições gerais pouco favoráveis dentro dos partidos políticos brasileiros, levantando preocupações de que lá há pouco ou nenhum compromisso real dessas instituições com pessoas LGBT+ e suas causas.

Os desafios enfrentados pelas pessoas LGBT+ nos partidos políticos parecem ser multifacetados. Por um lado, suas candidaturas recebem poucos recursos financeiros dos partidos, o que afeta diretamente a sua competitividade, visto que os custos de campanha no Brasil são em sua maioria cobertos por recursos públicos, canalizados para os partidos e administrados por seus dirigentes. Em segundo lugar, há pouco incentivo para que indivíduos LGBT+ se sintam acolhidos e motivados a crescer nos partidos políticos, considerando a aparente ausência de pessoas LGBT+ em cargos de liderança e a falta de células LGBT+ nas estruturas partidárias. 

Uma pesquisa recente apoiada pelo #VoteLGBT mostrou que aproximadamente 33,3% dos partidos no Brasil tinham uma seção / célula LGBT+ em 2020. Finalmente, há indicação de que membros da comunidade LGBT+ sofrem preconceito e violência política de outros membros do partido e dentro das estruturas partidárias, resultando em ambientes hostis que provavelmente impedem o engajamento de longo prazo de vários membros da comunidade.

SOBRE O #VoteLGBT 

Formado por profissionais de várias áreas como demografia, economia, jornalismo, antropologia, direito, artes visuais, entre outras, o #VoteLGBT é um coletivo que busca aumentar a representatividade das pessoas LGBT+ em todos os espaços da sociedade, principalmente na política. Entendendo a representatividade de forma interseccional às pautas de gênero e de raça, o coletivo compreende a diversidade como um valor fundamental para a democracia. 

Além de campanhas realizadas em épocas de eleições municipais, estaduais e nacionais – que visam dar visibilidade a candidaturas pró-LGBT e lutar pelo respeito à diversidade sexual e de gênero -, os membros do coletivo também promovem pesquisas presenciais e online para gerar dados sobre essa parte da população.

A Casa 1 é uma organização localizada na região central da cidade de São Paulo e financiada coletivamente pela sociedade civil. Sua estrutura é orgânica e está em constante ampliação, sempre explorando as interseccionalidade do universo plural da diversidade. Contamos com três frentes principais: república de acolhida para jovens LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) expulsos de casa, o Galpão Casa 1 que conta com atividades culturais e educativa e a Clínica Social Casa 1, que conta com atendimentos psicoterápicos, atendimentos médicos e terapias complementares, com foco na promoção de saúde mental, em especial da comunidade LGBT.

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