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Elliot Page diz que desmaiou ao usar vestido e salto em estreia de filme

Elliot Page, 34, disse ter desmaiado na estreia do longa “A Origem” (2010) após sofrer um ataque de pânico devido a pressões de gênero. O ator fez o relato em entrevista a Oprah Winfrey, 67, nesta sexta-feira (30), a primeira desde que anunciou ser trans e passou a usar pronomes masculinos para se referir a si mesmo em uma carta aberta nas redes sociais em dezembro.

“Houve tanta imprensa e tantas estreias em todo o mundo e eu estava usando vestidos e saltos altos em quase todos os eventos”, disse Page sobre a turnê de lançamento do filme. O artista relembrou um momento, em Paris, no qual foi pressionado por seu empresário a escolher um vestido para usar.

“Eu perdi o controle, foi como um momento cinematográfico”, afirmou ele. “Naquela noite, na festa após a estreia, eu desmaiei. Isso é algo que aconteceu com frequência na minha vida, geralmente correspondendo a um ataque de pânico.”

“Em última análise, é claro, são todas as experiências que você teve desde que era uma criança que levam a isso. As pessoas dizendo: ‘o jeito que você está sentado não é elegante, você está andando como um menino’. A música que você está ouvindo como um adolescente, ‘obviamente, a maneira como você se veste’. Cada aspecto de quem você é, está sendo constantemente observado e colocado em uma caixa em um sistema muito binário”, esclareceu o artista.

Page falou também sobre o lançamento de Juno (2008), longa que protagonizou e pelo qual recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz. “Foi um período muito intenso. Lembro-me que parecia tão impossível comunicar às pessoas como eu estava doente, porque obviamente há tanta empolgação. O filme inesperadamente se tornou um grande sucesso, fiquei bastante conhecido e senti que não conseguia expressar o grau de dor que sentia”, disse ele.

Page contou que nem sequer olhou uma foto do tapete vermelho da premiação. “As pessoas podem assistir isso e dizer, ‘Oh, meu Deus, essa pessoa está chorando porque era a noite em que esteve no Oscar.’ E penso novamente que isso impede a capacidade de se permitir não apenas sentir a dor, mas refletir sobre a dor, até mesmo começar a sentar e trazer tudo à tona e, finalmente, confrontar tudo isso”, concluiu.

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