BLOG

Ação pede reconhecimento de famílias LGBTQ+ no registro do CPF

 A Defensoria Pública da União (DPU), em conjunto com a Casa 1, a Aliança Nacional LGBTI+; o Grupo Dignidade – Pela Cidadania de Gays, Lésbicas e Trangênenos; a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra); a Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas (ABRAFH); a Associação Brasileira de Intersexos (Abrai); e o Ministério Público Federal (MPF), propôs uma ação civil pública (ACP) para garantir que as famílias de parentalidade homotransafetivas, formadas por pessoas LGBTI+, sejam reconhecidas pela Receita Federal no registro no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) em sua orientação sexual, identidade de gênero e condição de intersexo. A ação contra a União tem pedido de liminar.

O CPF é um documento importante na vida de todos os brasileiros e estrangeiros que residem no país e, mesmo com sua importância na vida de milhões de pessoas, a confecção do documento está completamente desatualizada das normas internacionais e do ordenamento jurídico pátrio, pois de forma indireta, gerar discriminação contra as famílias LGBTI+.

No site da Receita Federal tem apenas a opção “Nome da Mãe” no formulário, ignorando a existência de famílias homotransafetivas e de núcleos familiares socioafetivos. O formulário ignora a possibilidade de incluir o nome social no documento e apresenta somente as opções feminino e masculino no campo “sexo”, ignorando a existência de pessoas não-bináries e intersexo.

O objetivo da ação é adequar os campos dos formulários, normas e regulamentos às experiências e relações das pessoas LGBTQ+ e suas identidades e também assegurar o pleno exercício da cidadania.

A ação pede ainda que os serviços da Receita Federal sejam prestados sem restrições de acesso a serviços online ou atendimento com conveniados.

Leia aqui a Ação Civil Pública completa.

Foto de capa: Paulo Pinto/ Fotos Públicas

A Casa 1 é uma organização localizada na região central da cidade de São Paulo e financiada coletivamente pela sociedade civil. Sua estrutura é orgânica e está em constante ampliação, sempre explorando as interseccionalidade do universo plural da diversidade. Contamos com três frentes principais: república de acolhida para jovens LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) expulsos de casa, o Galpão Casa 1 que conta com atividades culturais e educativa e a Clínica Social Casa 1, que conta com atendimentos psicoterápicos, atendimentos médicos e terapias complementares, com foco na promoção de saúde mental, em especial da comunidade LGBT.

Notícias Relacionadas

Conheça as HQs de Kael Vitorelo na Biblioteca da Casa 1

Casa 1 e Vitrine Filmes exibem O Melhor Amigo em sessão gratuita

O que rolou na Casa 1 em fevereiro

Casa 1 realiza IX Feira de Empregabilidade Trans, Travesti e Não Bi...

Potyguara Juão Nyn, estreia no Sesc Avenida Paulista com TYBYRA

Tudo que a Casa 1 fez em janeiro

Para relembrar o que rolou na Biblioteca Caio Fernando Abreu em 2024

Casa 1 realiza primeira Chamada Aberta do ano para a Programação Pú...

Direitos LGBT+ enfrentam reação negativa do setor de tecnologia, ma...

Casa 1 realiza VIII Semana da Visibilidade Trans com show gratuito ...

Com curadoria de Jonas Maria, Casa 1 realiza VIII Semana da Visibil...

Peça ‘Zona Lésbica’ tem exibição gratuita no CCBB RJ